Ricardo Dias, nascido em 1.965 e natural de São Paulo- SP
Vamos apresentar um depoimento de um grande amigo nosso do
Grupo Amigos Runners
Vejam a sua história, e como um homem pode superar as dificuldades
Eq. Amigos Runners
Eu tenho a honra de narrar o depoimento de ninguém menos que o homem: SHOWWWWWWWWWWWZAÇO! Também conhecido por Rdiax.
Ricardo Dias, nascido em 1.965 e natural de São Paulo- SP, casado e pai de dois (02) filhos.
Aos 08 meses de vida seus pais se mudaram do Bairro Cachoeirinha, zona norte de São Paulo para o litoral, mais precisamente São Vicente, lugar onde viveu intensamente a sua infância e adolescência. Ele tinha como sonho desde os seis (06) anos de idade, ser jogador de futebol, e conseguiu grandes oportunidades para realizá-lo. Alguns times que lhe deram oportunidade foram: “Jabaquara AC, Portuguesa Santista, Portuguesa de Desportos, Vasco da Gama- RJ, e o seu time de coração, Santos FC”. Porém, amizades duvidosas, bebidas, festinhas em excesso lhe afastaram do esporte profissional, e nem o período que serviu ao exército lhe impactou disciplina.
Dos 17 aos 28 anos de idade, trabalhou como bancário e agente marítimo. Sempre que podia, “batia uma bola e curtia a praia”, e foi num dia desses que conheceu uma pessoa muito especial, e que até hoje está ao seu lado: MARIA ANGELA, sua esposa. Logo se casaram e migraram para São Paulo, onde vivem até hoje. Após três (03) anos, tiveram a primogênita FERNANDA, e logo na sequência tiveram o filho ARTHUR.
No decorrer dos anos, uma situação estava incomodando sua esposa… A bebida alcoólica estava ganhando muito espaço na vida do Ricardo, e automaticamente sua família e outras coisas importantes estavam perdendo. Até que no ano de 2.004, com quarenta (40) anos de idade ele percebeu que precisava de ajuda.
O álcool é uma droga subestimada, pois nossa cultura vê o mesmo como parte integrante de uma vida “normal”. Esta droga está perfeitamente integrada a praticamente todos os ambientes e situações: aparece nos finais de semana e nos momentos de lazer, se mistura com esportes, viagens, com trabalho (os almoços de “negócios”, regados a copiosas doses de uísque, cerveja ou caipira)… É parte integrante de qualquer ocasião social. Desde o nascimento, aprendemos que “tomar uma cervejinha com os amigos” é um ato social válido. Aprender “a beber” é uma das tarefas da adolescência, um dos marcos que indicam a entrada na vida adulta. Pessoas que não bebem são vistas com certo desconforto e alguma desconfiança sobre sua “normalidade”. Somos diariamente fustigados pela mídia, com comerciais bem bolados e trabalhados, que tentam nos convencer que tomar a cerveja tal atrai mulheres, boa sorte, felicidade, e que uma dose do conhaque tal resolve todos os cansaços e problemas.
De um modo geral, nossa sociedade ocidental é, como um todo, possuidora de um comportamento abusivo de álcool. Nossa cultura popular encara o mesmo como “afogador de mágoas”, um componente fundamental do entretenimento, um remédio popular para muitos incômodos físicos e emocionais, um “digestivo” (quando a ação do álcool sobre o aparelho digestivo dificilmente poderia ser pior!). Mesmo não sendo abusadores ou dependentes, vivemos em uma sociedade “alcoólatra”, na real acepção da palavra: “que idolatra o álcool”.
Os efeitos do álcool são de um depressor do sistema nervoso central. A intoxicação alcoólica seguem três (03) fases, segundo o teor de álcool no sangue. Estas fases receberam, no folclore chinês, apelidos populares consistindo de nomes de animais:
1. Fase de excitação (macaco) – o indivíduo apresenta um comportamento inquieto, falante, mas ainda consciente de seus atos e palavras.
2. Fase de confusão (leão) – quando o embriagado torna-se eventualmente nocivo: fica voluntarioso, age irrefletida e violentamente.
3. Fase superaguda (porco) – dá-se a embriaguez completa, provocando o coma ou sono, onde o perigo representado dá-se apenas quanto ao próprio indivíduo que, sem mais freios, cai em toda parte, descuida completamente de sua higiene.
Ricardo: “Procurei junto com a minha guerreira (Esposa), orientação para abandonar o vício do álcool e frequentei a irmandade, AA (Alcoólicos Anônimos) por dois anos. Ali escutei muitas histórias desagradáveis e logo a minha ficha caiu. ‘Só por hoje ainda não bebi’. Esse é nosso lema”.
Aos (45) anos de idade, Ricardo enfim conseguiu estabilizar a doença e queria voltar a praticar algum esporte. Nessa época estava pesando (98 quilos na estatura de 1,78 metros). Veio-lhe a memória um primo da sua esposa (SILVÉRIO) que todo ano corria a (São Silvestre), e logo marcaram de irem juntos. Isso foi em dezembro de 2.009. O Ricardo concluiu a prova mesmo sem ritmo algum, aos trancos e barrancos, e não recebeu medalha, pois correu como (pipoca) rsrs. A sua primeira medalha foi na corrida de Aniversário de São Paulo (25/01/2. 010) e daí em diante já soma mais de duzentas (200) medalhas e três (03) troféus. Gosta de todo tipo de distância e já concluiu prova de 5, 10, 12, 15, 21 e 42 quilômetros. Seu peso atual são 73 quilos, e o seu vício hoje em dia é cuidar da saúde, praticando esportes e se alimentando de forma equilibrada.
SHOWWWWWWWWZAÇO!
Grande abraço e bons treinos;
Jefferson Mutrica
Registro aqui o meu agradecimento pela colaboração do amigo “Ernandes Alves”
Fontes de pesquisas sobre o Alcoolismo:
http://anovavida.tripod.com/alcool.htm
AmigosRunners : Parabéns Rdias, um grande amigo, um grande irmão! Parabéns!






Parabéns Rdias grande história de superação correr é tudo de bom sowwwwwwwwzaço
Dora, todos nós temos histórias e como é bom ver amigos crescendo e superando!! Logo podemos clocar aqui a sua história!!